Frases de Saudade de Caio Fernando Abreu

Written by

in

Caio Fernando Abreu escrevia como quem sangrava. Tudo nele era intenso demais — o amor, a saudade, a solidão. E a saudade, em particular, era um tema que ele dominava como poucos: com honestidade bruta, sem floreio, sem consolo barato.

Suas frases sobre saudade falam de quem já sentiu aquele vazio que nada preenche — e que mesmo assim continua. Porque continuar, pra Caio, era a única opção.

Saudade como presença

Caio sentia saudade de um jeito que era quase físico. A ausência se tornava presença.

Eu vivo de muitas saudades. E quem se arrebenta de tanto existir, vive pra esbanjar sorrisos e flashes de eternidade.

— Caio Fernando Abreu

Quando você sente saudade demais de uma pessoa, então começa a vê-la nas outras, em todos os lugares.

— Caio Fernando Abreu

E à noite eu ainda te espero, mesmo quando sei que você não virá, só para ter saudade.

— Caio Fernando Abreu

A dor de lembrar

Lembrar, pra Caio, não era consolo. Era ferida aberta.

Durante algum tempo fiz coisas antigas como chorar e sentir saudade da maneira mais humana possível: fiz coisas antigas e humanas como se elas me solucionassem. Não solucionaram.

— Caio Fernando Abreu

Uma voz amorosa falou meu nome, uma voz quente repetiu que sentia uma saudade enorme, uma falta insuportável, e que queria voltar.

— Caio Fernando Abreu

Seja como for, continuo gostando muito de você ? da mesma forma, você está quase sempre perto de mim, quase sempre presente em memórias, lembranças, estórias que conto às vezes, saudade.

— Caio Fernando Abreu

Seguir apesar da saudade

Caio não ficava preso na saudade. Ou melhor: ficava — mas continuava andando.

E continuo. Apesar da saudade. Apesar de me sentir pela metade. Continuo porque é o que resta. Aprendi que se a gente não levar a vida, ela nos leva de qualquer jeito.

— Caio Fernando Abreu

(…)Sem apego. Sem melancolia. Sem saudade. A ordem é desocupar lugares. Filtrar emoções.

— Caio Fernando Abreu

Porque a vida segue. Mas o que foi bonito fica com toda a força. Mesmo que a gente tente apagar com outras coisas bonitas ou leves, certos momentos nem o tempo apaga

— Caio Fernando Abreu

Tenho medo de já ter perdido muito tempo. Tenho medo que seja cada vez mais difícil. Tenho medo de endurecer, de me fechar, de me encarapaçar dentro de uma solidão -escudo.

— Caio Fernando Abreu

Caio Fernando Abreu morreu em 1996, aos 47 anos. Mas suas palavras sobre saudade continuam atuais — porque saudade não envelhece. Como ele escreveu, a gente continua. Apesar da saudade. Apesar de se sentir pela metade. Porque é o que resta. E às vezes, o que resta é o bastante.

Comments

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *